PROJETO SOCIOEDUCATIVO E DE APRENDIZAGEM PROFISSIONAL

ESCOTEIRO INDUSTRIAL

Cidadania, disciplina, segurança e competências para a indústria.

Sobre o Projeto

O Escoteiro Industrial é um programa municipal de proteção integral e inclusão produtiva que combina educação pelo fazer, trabalho em equipe, serviço comunitário, civismo democrático, cultura de prevenção e competências profissionais para a indústria. A proposta adapta elementos públicos associados aos Escoteiros do Mar — patrulhas, progressão por competências, nós e pioneiras, primeiros socorros, salvatagem, navegação, conservação ambiental e tradições marinheiras — ao contexto industrial de Duque de Caxias.

A integração com a Aprendizagem Profissional ocorre por meio de uma trilha própria, com contrato especial de aprendizagem e formação técnico-profissional metódica. O componente escoteiro é metodologia socioeducativa complementar e não substitui as exigências do Cadastro Nacional de Aprendizagem Profissional (CNAP), do Catálogo Nacional de Programas de Aprendizagem Profissional (CONAP), da CLT e das normas do Ministério do Trabalho e Emprego.

EIXOENTREGA CENTRALPÚBLICO
Proteção e vínculosConvivência, participação familiar e rede de garantia de direitos12 a 24 anos
Cidadania e serviçoProjetos comunitários e liderança juvenil12 a 24 anos
Preparação para o mundo do trabalhoCompetências básicas, projeto de vida e visitas técnicas12 a 17 anos
Aprendizagem profissionalFormação teórica + prática contratada e protegida14 a 24 anos; PCD sem limite máximo
Indústria segura e sustentávelSST, qualidade, logística, energia, meio ambiente e inovaçãoConforme idade e análise de riscos

Resultado esperado

Ao final, cada participante terá Plano Individual de Desenvolvimento, portfólio de competências, evidências de serviço comunitário, certificações internas e encaminhamento adequado: continuidade escolar, aprendizagem, estágio quando cabível, emprego protegido ou qualificação adicional.

Identidade e limites institucionais

DADO INSTITUCIONALCOMPROVAÇÃO PUBLICADA
MatrizCNPJ 45.921.138/0001-61 — Brasília/DF
Filial executoraCNPJ 45.921.138/0002-42 — situação ativa; aberta em 13/03/2024
Natureza jurídicaAssociação privada; atividade principal de assistência social sem alojamento
Qualificação federalOSCIP — Processo SEI/MJ nº 08071.000491/2024-42; publicação em 06/11/2024
Inscrição socioassistencialCMAS/DC nº 079/2026, por tempo indeterminado, com regularidade anual
Serviços inscritos no CMASConvivência e Fortalecimento de Vínculos e Promoção da Integração ao Mercado de Trabalho
Diretor-PresidenteMarcos Carvalho Medeiros — mandato de 21/01/2026 a 31/03/2030
Contato institucional(21) 98611-5460 | contato@institutoavancabrasilia.org.br

 

DENOMINAÇÃO CORRETA: “Escoteiro Industrial” é denominação própria do projeto. Qualquer uso de símbolos, uniformes, marcas ou denominações da Marinha do Brasil e de organizações escoteiras dependerá de autorização escrita e instrumento de cooperação.

  • Caráter civil, apartidário, inclusivo e não confessional.
  • Vedação a treinamento militar, manejo de armas, doutrinação político-partidária, castigos, trotes e práticas vexatórias.
  • Disciplina entendida como autocuidado, pontualidade, cooperação, responsabilidade e respeito aos direitos humanos.
  • Participação voluntária nas atividades socioeducativas e escuta ativa de adolescentes e famílias.
  • Prioridade absoluta à proteção integral, à permanência escolar e ao melhor interesse do adolescente.

Justificativa territorial

Duque de Caxias integra uma região de forte presença industrial, logística, energética e de serviços. Ao mesmo tempo, adolescentes e jovens enfrentam barreiras de acesso ao primeiro emprego, descontinuidade escolar, fragilidade de redes de apoio e exposição a riscos sociais. O programa cria uma ponte segura entre escola, comunidade, assistência social, empresas e sistema de garantia de direitos.

Problema público

  • Baixa experiência profissional e dificuldade de demonstrar competências socioemocionais.
  • Desconexão entre conteúdos escolares e situações reais do ambiente produtivo.
  • Risco de inserção precoce, informal ou perigosa no trabalho.
  • Necessidade de fortalecer vínculos, pertencimento comunitário e participação juvenil.
  • Demanda empresarial por formação inicial em segurança, qualidade, sustentabilidade e trabalho em equipe.

Teoria de mudança

INSUMOSATIVIDADESPRODUTOSRESULTADOS
Educadores, rede, oficinas, empresasPatrulhas, oficinas, tutoria, serviço e aprendizagemPlanos individuais, portfólios, projetos e contratosVínculos fortalecidos, permanência escolar e inclusão produtiva
Protocolos de proteção e SSTDiagnóstico, acompanhamento e gestão de riscosRegistros de frequência, avaliações e encaminhamentosRedução de violações e trajetórias laborais protegidas

Público-alvo, acesso e prioridades

PERCURSO

IDADE

VÍNCULO

CARGA PROPOSTA

Descoberta Industrial

12–13

Socioeducativo, sem trabalho produtivo e sem formação profissional

120 h / 6 meses

Pré-Aprendiz Industrial

14–17

Socioeducativo, sem contrato, com Eletrônica e Automação em baixa tensão

200 h / 10 meses

Aprendiz Escoteiro Industrial

17–24

Contrato especial de aprendizagem; prática protegida e compatível com idade/risco

1.200 h / 15 meses (referência)

Transição e Egressos

17–24

Acompanhamento, certificações, estudo e encaminhamento

Até 12 meses após saída

Trilha Descoberta Industrial — 12 a 13 anos

A Trilha Descoberta Industrial é um percurso socioeducativo de 120 horas, organizado para adolescentes de 12 e 13 anos. Integra ciência, educação, prevenção de emergências, esporte, nutrição, higiene pessoal, etiqueta, boas maneiras e cultura industrial por meio de oficinas lúdicas, experiências demonstrativas, jogos cooperativos e projetos comunitários.

LIMITE DE PROTEÇÃO: A trilha não constitui Curso de Formação de Bombeiro Civil, não gera habilitação ou certificado profissional e não autoriza trabalho. A expressão “Bombeiro Civil” será usada somente para apresentar a profissão e desenvolver cultura preventiva. São vedados fogo real, fumaça artificial invasiva, altura, espaço confinado, produtos perigosos, EPR autônomo, ferramentas de corte, salvamento técnico e qualquer atividade produtiva ou incompatível com a idade.

Objetivos da trilha

  • Despertar interesse por ciência, tecnologia, indústria, saúde, segurança e proteção comunitária.
  • Fortalecer leitura, escrita, raciocínio científico, comunicação, disciplina e trabalho em equipe.
  • Ensinar prevenção de acidentes, reconhecimento de sinais de emergência e acionamento correto de ajuda.
  • Promover atividade física segura, coordenação motora, cooperação e hábitos de vida saudáveis.
  • Desenvolver autonomia em nutrição, higiene pessoal, organização, apresentação e autocuidado.
  • Praticar etiqueta, boas maneiras, convivência, respeito às diferenças e cidadania.
  • Produzir uma ação de serviço comunitário sobre saúde, segurança ou bem-estar.

Matriz curricular — 120 horas

EIXO

CONTEÚDOS ESSENCIAIS

TEORIA/OFICINA

PRÁTICA EDUCATIVA

TOTAL

1. Educação e projeto de vida

Leitura, escrita, matemática cotidiana, comunicação, cidadania, direitos, metas e convivência.

14 h

6 h

20 h

2. Ciência aplicada

Método científico, matéria e energia, calor, combustão demonstrativa segura, água, ar, eletricidade, ambiente e experimentos de bancada.

10 h

6 h

16 h

3. Guardiões da prevenção

Profissão de Bombeiro Civil; prevenção de acidentes e incêndios; rotas de saída; sinalização; chamada 193/192; primeiros cuidados adequados à idade; plano familiar de emergência.

12 h

8 h

20 h

4. Esporte e desenvolvimento corporal

Jogos cooperativos, circuitos motores, postura, alongamento, resistência, coordenação, regras, fair play e prevenção de lesões.

4 h

16 h

20 h

5. Nutrição e saúde

Grupos alimentares, prato equilibrado, hidratação, leitura de rótulos, segurança dos alimentos e prevenção de desperdício.

8 h

4 h

12 h

6. Higiene pessoal e autocuidado

Higiene corporal, bucal e das mãos; puberdade; sono; vestuário limpo; organização de materiais e prevenção de doenças.

6 h

6 h

12 h

7. Etiqueta, boas maneiras e convivência

Cumprimentos, apresentação pessoal, pontualidade, linguagem respeitosa, mesa, espaços públicos, comunicação digital e solução de conflitos.

6 h

6 h

12 h

8. Projeto integrador

Campanha ou mostra “Comunidade Segura e Saudável”, criada pelas patrulhas com participação das famílias.

2 h

6 h

8 h

TOTAL

 

62 h

58 h

120 h

Oficina Guardiões da Prevenção

O eixo inspirado na atuação do Bombeiro Civil será oferecido como educação preventiva e cidadã. As atividades permitidas incluem identificação de perigos em imagens e maquetes, leitura de placas, desenho de rotas de saída, simulação verbal de chamada de emergência, demonstração por adulto habilitado, cuidados simples com pequenos ferimentos em manequins e exercício ordenado de abandono sem fumaça, correria ou exposição a riscos.

PODE SER REALIZADO

NÃO PODE SER REALIZADO

Jogos, maquetes, cartazes, vídeos, visitas educativas e simulações de mesa.

Combate a fogo real, entrada em fumaça ou uso de agentes extintores por adolescentes.

Reconhecimento de alarmes, sinalização, rotas de fuga e pontos de encontro.

Espaço confinado, altura, rapel, acesso a telhados, helicópteros ou elevadores parados.

Acionamento de ajuda, autoproteção, comunicação e primeiros cuidados em manequins.

Atendimento invasivo, transporte real de vítimas ou procedimentos reservados a profissionais.

Observação de EPIs limpos e demonstração controlada por instrutor.

Uso de EPR autônomo, ferramentas de corte, produtos perigosos ou equipamentos pesados.

Metodologia, avaliação e participação familiar

As atividades seguirão o ciclo observar, perguntar, experimentar com segurança, registrar, compartilhar e servir. Cada patrulha manterá diário de bordo e portfólio com experimentos, desafios físicos, registros de autocuidado e produtos da campanha comunitária. A avaliação será formativa, sem seleção por desempenho físico, considerando participação, cooperação, comunicação, hábitos seguros e evolução individual.

  • Termo de autorização familiar, ficha de saúde e contatos de emergência antes do início.
  • Encontro mensal com responsáveis sobre alimentação, higiene, rotina de estudos e segurança doméstica.
  • Atividades físicas ajustadas às condições de saúde e às necessidades de pessoas com deficiência.
  • Protocolos de hidratação, proteção solar, pausas, higiene dos materiais e prevenção de constrangimentos.
  • Certificado socioeducativo de participação com as competências desenvolvidas, sem denominação profissional. 

Para pessoa com deficiência, observar as regras específicas da aprendizagem, inclusive inexistência de limite máximo de idade, adaptações razoáveis e avaliação individual de compatibilidade e segurança.

Critérios de prioridade

  • Residência em Duque de Caxias; matrícula e frequência escolar quando exigidas por lei.
  • Adolescentes encaminhados pela rede socioassistencial, Conselho Tutelar, escola, saúde ou sistema de justiça, sem automatismo ou estigmatização.
  • Baixa renda, deficiência, pertencimento a grupos racialmente discriminados, situação de acolhimento ou egresso, trabalho infantil ou outras vulnerabilidades.
  • Equilíbrio de gênero e ações afirmativas para ampliar a presença de meninas e jovens mulheres em áreas industriais.

Trilha Pré-Aprendiz Industrial — Eletrônica com Automação (14 a 17 anos)

A trilha oferece iniciação tecnológica em eletrônica, programação e automação para adolescentes de 14 a 17 anos. O percurso adapta conteúdo do plano de Automação Industrial existente no acervo do projeto — eletrotécnica básica, eletrônica, desenho, instrumentação, sensores, comandos, CLP, microcontroladores e robótica — para oficinas socioeducativas baseadas em projetos, sem contrato de trabalho e sem atribuições profissionais.

NATUREZA E LIMITES: A trilha não equivale a curso técnico, aprendizagem profissional, habilitação em Eletrotécnica ou Automação Industrial e não autoriza intervenção em instalações elétricas. As práticas serão desenergizadas ou em extrabaixa tensão de segurança, com fontes limitadas, bancadas protegidas, supervisão direta e vedação de redes prediais, quadros energizados, máquinas industriais, alta tensão e manutenção produtiva.

Objetivos

  • Compreender princípios de eletricidade, eletrônica, lógica, medição, controle e automação.
  • Montar, testar e documentar protótipos didáticos em extra-baixa tensão.
  • Programar sequências simples com blocos, microcontroladores ou controladores didáticos.
  • Integrar sensores, sinalizadores e pequenos atuadores em soluções automatizadas seguras.
  • Ler diagramas básicos, registrar testes, analisar falhas e comunicar resultados.
  • Desenvolver raciocínio lógico, criatividade, trabalho em equipe, sustentabilidade e cultura de segurança.
  • Aproximar o jovem das possibilidades educacionais e profissionais do eixo Controle e Processos Industriais.

Matriz curricular — 200 horas

UNIDADE

CONTEÚDOS E COMPETÊNCIAS

T

P

TOTAL

1. Acolhimento, cidadania e projeto de vida

Diagnóstico, convivência, direitos, itinerários educacionais, profissões industriais e portfólio.

10

6

16

2. Matemática, ciência e metrologia

Grandezas, unidades, proporções, potência e energia; uso didático de régua, paquímetro e multímetro em circuitos seguros.

12

8

20

3. Desenho e documentação técnica

Croquis, símbolos, diagramas de blocos, esquemas elétricos simples, fluxogramas e documentação do projeto.

8

8

16

4. Eletricidade e segurança

Tensão, corrente, resistência, Lei de Ohm, série/paralelo, consumo, proteção, EPI, riscos e condutas de emergência.

12

12

24

5. Eletrônica básica

Resistores, LEDs, diodos, transistores, capacitores, fontes limitadas, protoboard, soldagem supervisionada e diagnóstico.

12

16

28

6. Lógica e técnicas digitais

Sistemas binários, portas lógicas, tabelas-verdade, temporização, contadores e simulação digital.

8

12

20

7. Sensores, atuadores e instrumentação

Luz, temperatura, proximidade, nível e movimento; relés didáticos, motores de baixa potência, sinalização e aquisição de dados.

8

12

20

8. Programação e microcontroladores

Algoritmos, programação em blocos/texto introdutório, entradas e saídas, PWM, leitura de sensores e registro de dados.

8

16

24

9. Automação, CLP e robótica didática

Sistemas de controle, sequências, intertravamento, ladder em simulador, redes conceituais e robótica educacional.

8

12

20

10. Projeto integrador e mostra tecnológica

Planejamento, montagem, testes, correções, relatório, apresentação e avaliação por banca educativa.

2

10

12

TOTAL

 

88 h

112 h

200 h

Projetos sugeridos

PROJETO

APRENDIZAGENS

RESTRIÇÕES DE SEGURANÇA

Iluminação automática de maquete

Sensor de luminosidade, LED, lógica e economia de energia.

Somente fonte SELV/extra-baixa tensão.

Alarme didático de abertura

Sensor magnético, sinalização, temporização e registro de eventos.

Sem instalação em imóvel ou sistema real de segurança.

Horta inteligente

Umidade, bomba didática, controle e uso racional de água.

Bomba isolada e alimentação limitada; sem rede elétrica exposta.

Semáforo acessível

Sequência lógica, LEDs, temporização, som e acessibilidade.

Protótipo de bancada, sem conexão à via pública.

Miniesteira classificadora

Sensores, motor de baixa potência, contagem e lógica de processo.

Proteções mecânicas; sem peças cortantes ou pontos de esmagamento.

Monitor ambiental

Temperatura, umidade, dados, gráficos e comunicação.

Sensores didáticos, sem exposição química ou área de risco.

Metodologia e avaliação

A trilha utilizará aprendizagem baseada em projetos, desafios por patrulhas, demonstrações, simulação, montagem de bancada, testes orientados, visitas técnicas observacionais e mostra tecnológica. Cada participante manterá portfólio com diagramas, códigos, medições, fotos autorizadas, registro de erros, melhorias e reflexão sobre segurança.

 

DIMENSÃOEVIDÊNCIA
SegurançaCumpre checklist, mantém bancada organizada e interrompe diante de risco.
Conhecimento técnicoExplica o circuito, a lógica, os componentes e as medições realizadas.
ExecuçãoMonta e testa protótipo didático com organização e supervisão.
Resolução de problemasFormula hipótese, mede, corrige e registra o aprendizado.
Trabalho em equipeDistribui tarefas, escuta, comunica e cuida dos materiais.
Projeto integradorEntrega protótipo funcional ou simulação, documentação e apresentação.

 A certificação será exclusivamente socioeducativa, com a denominação “Iniciação em Eletrônica com Automação”, carga horária e competências desenvolvidas. Não serão utilizadas as denominações Técnico, Auxiliar Técnico, Eletricista, eletrotécnico ou Aprendiz Profissional.

Infraestrutura e salvaguardas

  • Bancadas com proteção, fontes didáticas limitadas, botão de emergência e inspeção antes de cada aula.
  • Componentes de extrabaixa tensão, protoboards, kits de microcontroladores, sensores, pequenos atuadores e instrumentos compatíveis.
  • Ferramentas manuais apropriadas à idade, com inventário, guarda e uso supervisionado.
  • Soldagem apenas em estação ventilada, com óculos, suporte, temperatura controlada e supervisão individual; oferecer alternativa sem solda.
  • Proibição de trabalho em rede elétrica predial, painéis industriais energizados, motores de potência, inversores industriais, alta pressão, hidráulica ou pneumática de risco.
  • Visitas técnicas restritas à observação, com autorização familiar, análise prévia de riscos, EPIs de visitante e proibição de atividade produtiva.

Aprendiz Escoteiro Industrial — Mecânica, Caldeiraria, Soldagem e Alpinismo Industrial (17 a 24 anos)

O percurso articula contrato especial de aprendizagem, formação técnico-profissional metódica e prática protegida em empresas parceiras. A organização curricular toma como referência os planos existentes de Mecânica e Alpinismo Industrial, incorporando desenho, metrologia, ferramentas, manutenção, resistência dos materiais, caldeiraria, processos de soldagem, segurança industrial e acesso por cordas. A oferta dependerá de entidade qualificadora habilitada, programa compatível com o CONAP/CNAP e validação dos postos de aprendizagem.

REGRA ETÁRIA INDISPENSÁVEL: Aos participantes de 17 anos serão oferecidos apenas conteúdos teóricos, simuladores, desenho, metrologia e oficinas de bancada comprovadamente seguras. É vedada sua exposição a soldagem, corte térmico, trabalho a quente, máquinas perigosas, espaços confinados, trabalho em altura, andaimes, acesso por cordas, movimentação de cargas ou ambientes insalubres/perigosos. As práticas desses componentes somente poderão ocorrer a partir dos 18 anos, após aptidão médica, capacitação específica, análise de risco, autorização e supervisão.

Objetivos e perfil de desenvolvimento

  • Interpretar desenhos, croquis, instrumentos de medição, tolerâncias e documentação de manutenção.
  • Compreender materiais, elementos de máquinas, processos de fabricação, montagem e manutenção mecânica.
  • Aplicar matemática, geometria e traçado na preparação de peças e conjuntos de caldeiraria.
  • Conhecer processos de soldagem, defeitos, inspeção, simbologia e controle de qualidade.
  • Reconhecer princípios, equipamentos, limites, planejamento e resgate aplicáveis ao acesso por cordas.
  • Trabalhar com segurança, organização, comunicação, qualidade, sustentabilidade e disciplina operacional.
  • Construir trajetória profissional protegida, com escolarização, certificações e acompanhamento técnico.

Organização curricular — 1.200 horas

NÚCLEO/UNIDADE

CONTEÚDOS CENTRAIS

T/OFICINA

PRÁTICA CONTRATADA

TOTAL

1. Núcleo comum e projeto de vida

Direitos, cidadania, comunicação, matemática, letramento digital, educação financeira, trabalho decente e tutoria.

120

40

160

2. Desenho, metrologia e documentação

Desenho técnico, leitura de projetos, instrumentos, tolerâncias, mapas de risco, ordens e relatórios.

40

20

60

3. Mecânica industrial

Ferramentas, elementos de máquinas, materiais, lubrificação, manutenção, usinagem conceitual, montagem e inspeção.

60

100

160

4. Caldeiraria industrial

Geometria, resistência, traçado, planificação, tubulações, corte mecânico permitido, conformação, montagem e controle dimensional.

50

90

140

5. Soldagem industrial

Simbologia, metalurgia, preparação, processos eletrodo/TIG/MIG/MAG, inspeção visual, defeitos e qualidade.

50

90

140

6. Alpinismo industrial e acesso por cordas

NR 35, análise de risco, equipamentos, nós, ancoragem, progressão, plano de resgate e limites de atuação.

40

60

100

7. Segurança, qualidade e meio ambiente

SST, EPI/EPC, bloqueio, trabalho a quente, ergonomia, incêndio, resíduos, 5S e investigação de desvios.

40

40

80

8. Projeto integrador

Planejamento e documentação de solução de manutenção/montagem, sem substituir serviço produtivo não autorizado.

20

60

80

9. Prática profissional complementar

Atividades compatíveis com o programa, idade, posto validado e plano individual, incluindo rodízio e supervisão.

–

280

280

TOTAL

Formação metódica e prática protegida.

420 h

780 h

1.200 h

Regras por componente e faixa etária

COMPONENTE

17 ANOS

18–24 ANOS

Mecânica industrial

Teoria, desenho, metrologia e bancada segura; sem máquinas perigosas.

Prática progressiva em posto validado, com proteções, bloqueio e supervisão.

Caldeiraria

Traçado, maquetes, papelão/chapa fina sem corte perigoso e simuladores.

Corte, conformação e montagem somente com capacitação, proteção e análise de risco.

Soldagem

Teoria, simbologia, simulador e inspeção de corpos de prova frios.

Arco e chama somente em cabine adequada, com exaustão, EPI, autorização e instrutor.

Alpinismo industrial

Teoria, nós no solo e inspeção visual de equipamentos; sem suspensão.

Altura/acesso por cordas somente com NR 35, aptidão, equipe, sistema redundante e resgate.

Prática na empresa

Postos administrativos, qualidade, almoxarifado seguro, desenho e apoio técnico sem risco proibido.

Atividades do plano autorizado, sem substituição de mão de obra e com supervisor designado.

Conteúdos técnicos essenciais

ÁREA

CONTEÚDOS

Mecânica

Ferramentas; metrologia; elementos de máquinas; rolamentos, eixos, transmissões, fixações; lubrificação; manutenção preventiva; análise de falhas; alinhamento conceitual; desenho e ordens de serviço.

Caldeiraria

Materiais; resistência; trigonometria; leitura e traçado; planificação; cones, cilindros e transições; tubulações, válvulas e conexões; corte, conformação, montagem, inspeção dimensional e acabamento.

Soldagem

Segurança; simbologia; consumíveis; preparação de juntas; eletrodo revestido, TIG, MIG/MAG; posições; parâmetros; descontinuidades; inspeção visual; distorção; rastreabilidade e controle de qualidade.

Alpinismo industrial

Legislação e normas aplicáveis; hierarquia de controle; EPI; inspeção; nós; ancoragens; fator de queda; sistemas redundantes; progressão; comunicação; ergonomia; içamento leve autorizado e plano de resgate.

Portões de segurança para a prática contratada

  • Contrato de aprendizagem, matrícula escolar quando exigida e programa autorizado antes do início.
  • Descrição de tarefas, inventário de riscos, compatibilidade etária e proibição expressa de tarefas vedadas.
  • Visita técnica e aprovação do posto pela entidade qualificadora e pelo responsável de SST.
  • Aptidão médica específica e capacitações regulamentares válidas para maiores de 18 anos.
  • Supervisor nomeado, proporção adequada, integração, permissão de trabalho e plano de emergência.
  • Equipamentos inspecionados, manutenção rastreável, EPC, EPI individual e direito de recusa.
  • Registro diário de atividades, incidentes, quase acidentes, horas, avaliações e correções.
  • Suspensão imediata do posto diante de desvio, assédio, improviso, exposição proibida ou ausência de supervisão.

Aprendiz Escoteiro Industrial — Mecânica, Caldeiraria, Soldagem e Alpinismo Industrial (17 a 24 anos)

O percurso articula contrato especial de aprendizagem, formação técnico-profissional metódica e prática protegida em empresas parceiras. A organização curricular toma como referência os planos existentes de Mecânica e Alpinismo Industrial, incorporando desenho, metrologia, ferramentas, manutenção, resistência dos materiais, caldeiraria, processos de soldagem, segurança industrial e acesso por cordas. A oferta dependerá de entidade qualificadora habilitada, programa compatível com o CONAP/CNAP e validação dos postos de aprendizagem.

REGRA ETÁRIA INDISPENSÁVEL: Aos participantes de 17 anos serão oferecidos apenas conteúdos teóricos, simuladores, desenho, metrologia e oficinas de bancada comprovadamente seguras. É vedada sua exposição a soldagem, corte térmico, trabalho a quente, máquinas perigosas, espaços confinados, trabalho em altura, andaimes, acesso por cordas, movimentação de cargas ou ambientes insalubres/perigosos. As práticas desses componentes somente poderão ocorrer a partir dos 18 anos, após aptidão médica, capacitação específica, análise de risco, autorização e supervisão.

Objetivos e perfil de desenvolvimento

  • Interpretar desenhos, croquis, instrumentos de medição, tolerâncias e documentação de manutenção.
  • Compreender materiais, elementos de máquinas, processos de fabricação, montagem e manutenção mecânica.
  • Aplicar matemática, geometria e traçado na preparação de peças e conjuntos de caldeiraria.
  • Conhecer processos de soldagem, defeitos, inspeção, simbologia e controle de qualidade.
  • Reconhecer princípios, equipamentos, limites, planejamento e resgate aplicáveis ao acesso por cordas.
  • Trabalhar com segurança, organização, comunicação, qualidade, sustentabilidade e disciplina operacional.
  • Construir trajetória profissional protegida, com escolarização, certificações e acompanhamento técnico.

Transição e Egressos — 17 a 24 anos

O acompanhamento de transição começa antes da conclusão e pode permanecer por até 12 meses após a saída. Não constitui novo contrato, prestação de serviço ou estágio informal. Seu objetivo é sustentar a escolarização, apoiar certificações, documentar competências e promover encaminhamento seguro para aprendizagem, curso técnico, emprego ou continuidade formativa.

EIXO

ATIVIDADES

CARGA REFERENCIAL

Plano de transição

Revisão do Plano Individual, metas de estudo, certificações, documentação e cronograma.

12 h

Empregabilidade

Currículo, portfólio, entrevistas, direitos, seleção segura e comunicação profissional.

20 h

Reforço técnico

Leitura de desenho, metrologia, qualidade, segurança e estudos de caso de mecânica/caldeiraria/solda/acesso por cordas.

32 h

Certificações e educação

Encaminhamento a NR 35, soldagem, qualificação técnica ou escolar, sempre por instituição competente e conforme idade.

16 h

Mentoria e rede

Encontros individuais/grupais, empresas, ex-alunos, rede socioassistencial e apoio psicossocial.

20 h

Projeto/mostra de portfólio

Apresentação de evidências, plano de melhoria e conexão com oportunidades.

20 h

TOTAL REFERENCIAL

Atividades distribuídas em até 12 meses.

120 h

PROTEÇÃO DO EGRESSO: Nenhum egresso será encaminhado para soldagem, altura, acesso por cordas, caldeiraria pesada ou manutenção industrial sem idade permitida, qualificação, aptidão, vínculo regular, análise de risco e empregador responsável. Encaminhamento não equivale a autorização para trabalhar.

Indicadores de acompanhamento

  • Percentual com documentação, currículo e portfólio completos.
  • Percentual matriculado em curso técnico, qualificação, aprendizagem ou ensino regular.
  • Percentual inserido em vínculo formal compatível com idade e qualificação.
  • Retenção no vínculo ou estudo após 3, 6 e 12 meses.
  • Certificações obtidas e competências validadas por evidências.
  • Incidentes, encaminhamentos interrompidos por risco e providências adotadas.
  • Satisfação dos egressos e empregadores, com recorte por gênero, raça/cor, deficiência e território.

Objetivo geral

Promover o desenvolvimento integral e a inclusão produtiva protegida de adolescentes e jovens de Duque de Caxias por meio de uma metodologia ativa de cidadania, serviço comunitário, cultura industrial segura e aprendizagem profissional.

Objetivos específicos

  1. Fortalecer vínculos familiares, comunitários e institucionais.
  2. Desenvolver autonomia, liderança democrática, colaboração e resolução de problemas.
  3. Elevar repertórios de português, matemática, letramento digital e educação financeira aplicados ao trabalho.
  4. Difundir cultura de segurança e saúde, qualidade, sustentabilidade e direitos trabalhistas.
  5. Preparar e encaminhar adolescentes e jovens para contratos regulares de aprendizagem.
  6. Acompanhar frequência, permanência escolar, desempenho e proteção no ambiente de prática.
  7. Mobilizar empresas para oferta de oportunidades compatíveis com a idade e livres de riscos proibidos.
  8. Produzir evidências de resultados e garantir participação dos usuários na avaliação.

Metodologia “Patrulhas de Competência”

As turmas são organizadas em patrulhas de 5 a 8 participantes. Cada patrulha elege funções rotativas — coordenação, segurança, registro, materiais, sustentabilidade e comunicação — sem hierarquia permanente. Os desafios seguem o ciclo observar, planejar, executar, revisar e servir.

ELEMENTO DE ORIGEM

ADAPTAÇÃO INDUSTRIAL

EVIDÊNCIA

Patrulha

Célula colaborativa com papéis rotativos

Diário de bordo e avaliação por pares

Progressão

Insígnias internas por competência, sem equivalência escoteira oficial

Rubricas e demonstrações prática

Pioneiria e nós

Montagens didáticas, organização e solução de problemas

Protótipo seguro e checklist

Navegação

Leitura de mapas, fluxos, rotas logísticas e planejamento

Mapa de processo

Salvatagem

Primeiros socorros, prevenção e resposta a emergências

Simulação supervisionada

Serviço

Projeto comunitário vinculado ao território

Entrega e prestação de contas pública

Progressão

NÍVEL

FOCO

CRITÉRIO

Explorador

Autoconhecimento, direitos e convivência

75% das evidências essenciais

Construtor

Ferramentas, processos e trabalho em equipe

Projeto de patrulha concluído

Guardião

Segurança, ambiente e cuidado coletivo

Simulação e plano preventivo

Líder de Serviço

Projeto comunitário e mentoria

Banca com participação juvenil

Matriz curricular integrada

A matriz abaixo é a referência pedagógica. A trilha de aprendizagem profissional somente poderá ser ofertada após validação pela entidade formadora habilitada e cadastramento/autorização do curso no CNAP, em ocupação compatível com o CONAP.

MÓDULO

COMPETÊNCIAS

TEORIA (h)

PRÁTICA EDUCATIVA (h)

1. Acolhimento e projeto de vida

Diagnóstico, metas, identidade e plano individual

24

8

2. Direitos, cidadania e proteção

ECA, direitos humanos, trabalho decente e rede

28

12

3. Comunicação aplicada

Leitura, escrita, apresentação e comunicação digital

36

20

4. Matemática e dados

Medidas, proporção, custos, indicadores e planilhas

36

20

5. Cultura industrial

Cadeias produtivas, processos, 5S e qualidade

40

24

6. Segurança e saúde

Percepção de riscos, EPC/EPI, ergonomia e emergência

48

24

7. Logística e organização

Estoque didático, fluxo, rastreabilidade e documentação

36

24

8. Tecnologia e inovação

Ferramentas digitais, automação conceitual e prototipagem

40

28

9. Sustentabilidade

Resíduos, água, energia, clima e território

32

24

10. Método escoteiro adaptado

Patrulhas, liderança, nós, navegação e serviço

32

32

11. Empregabilidade

Currículo, seleção, ética e educação financeira

24

12

12. Projeto integrador

Solução industrial/comunitária com banca

24

32

TOTAL TEÓRICO-EDUCATIVO

 

400

260

 No percurso de aprendizagem de referência, as 400 horas teóricas integram-se a 800 horas de prática profissional na empresa, totalizando 1.200 horas. Às 260 horas de práticas educativas acima estão distribuídas dentro da teoria e não se confundem com atividade produtiva na empresa.

Adaptação por faixa etária

  • 12–13 anos: somente vivências lúdicas, visitas protegidas e projetos didáticos; nenhuma atividade econômica ou substituição de trabalhadores.
  • 14–17 anos: ocupações e ambientes estritamente compatíveis com a legislação; vedação a atividades noturnas, perigosas, insalubres ou prejudiciais à formação.
  • 18–24 anos: ampliação gradual de experiências, sempre com análise de riscos, formação, supervisão e conformidade com as normas de SST.

Arquitetura da Aprendizagem Profissional

CONDIÇÃO DE VALIDADE: O projeto socioeducativo pode existir antes da trilha trabalhista. Para contratar aprendizes, é indispensável entidade qualificadora habilitada, curso autorizado/cadastrado, contrato escrito, matrícula, acompanhamento e empresa cumpridora das obrigações legais.

COMPONENTE

RESPONSÁVEL

CONTROLE

Formação teórica

Entidade qualificadora habilitada

Plano de curso, docentes, frequência e avaliação

Prática profissional

Empresa contratante

Plano de atividades, supervisor e ambiente seguro

Contrato e folha

Empresa ou arranjo legal admitido

eSocial, salário, FGTS, jornada e benefícios

Proteção integral

Proponente + rede + CMDCA

Escuta, canal de denúncia e fluxo de encaminhamento

Monitoramento

Comitê gestor

Indicadores mensais e visitas técnicas

Parâmetros operacionais de referência

  • Duração: 15 meses e 1.200 horas, sujeita ao desenho autorizado no CNAP/CONAP.
  • Jornada sugerida: até 6 horas diárias para quem não concluiu o ensino fundamental, observadas as regras legais e o curso; qualquer exceção dependerá de análise jurídica.
  • Alternância: bloco teórico inicial, seguido de integração coordenada entre teoria e prática.
  • Frequência e desempenho escolar acompanhados com consentimento e base legal adequada.
  • Proibição de horas extras, compensação de jornada e trabalho noturno para menores de 18 anos.
  • Atividades práticas descritas por ocupação, com análise preliminar de riscos e aprovação da entidade qualificadora.

Trilhas ocupacionais sugeridas

TRILHA

EXEMPLOS DE COMPETÊNCIAS

RESTRIÇÃO

Assistente administrativo industrial

Documentos, dados, atendimento interno e rotinas de apoio

Ambiente administrativo seguro

Logística e almoxarifado didático

Registros, inventário, rastreabilidade e organização

Sem cargas, máquinas ou áreas de risco incompatíveis

Qualidade e melhoria contínua

Indicadores, inspeção visual didática, 5S e não conformidades

Sem exposição a processo perigoso

Tecnologia e suporte digital

Planilhas, chamados, cadastro, comunicação e dados

Proteção de dados e acesso controlado

Sustentabilidade e educação ambiental

Campanhas, indicadores e projetos de redução

Sem manejo de resíduos perigosos

Plano de execução

FASE

MESES

ENTREGAS

1. Preparação

1–3

Registro/inscrição, equipe, protocolos, parceiros, diagnóstico e seleção

2. Piloto socioeducativo

4–6

Duas turmas, linha de base, oficinas e ajustes

3. Implantação da aprendizagem

7–9

Curso autorizado, empresas, contratos e integração

4. Operação plena

10–21

Turmas, prática, supervisão e projetos de serviço

5. Avaliação e renovação

22–24

Avaliação externa/participativa, relatório e plano de continuidade

Rotina semanal ilustrativa

DIA

ATIVIDADE

DURAÇÃO

Segunda

Formação teórica / patrulhas

4–6 h

Terça a quinta

Prática profissional protegida ou oficinas socioeducativas

Conforme percurso

Sexta

Tutoria, projeto integrador e acompanhamento escolar

4 h

Mensal

Encontro com famílias e conselho juvenil

2 h

Trimestral

Serviço comunitário e mostra de competências

4–8 h

Proteção integral e salvaguarda

A entidade adotará Política de Salvaguarda da Criança e do Adolescente assinada por empregados, voluntários, empresas e prestadores. Todo incidente será tratado com confidencialidade, não retaliação e acionamento da rede competente.

RISCO

PREVENÇÃO

RESPOSTA

Violência, assédio ou discriminação

Código de conduta, formação e canais acessíveis

Acolher, registrar, proteger e encaminhar

Trabalho infantil/perigoso

Mapa de riscos, lista de tarefas permitidas e visitas

Suspender atividade e acionar responsáveis/rede

Evasão escolar

Monitoramento e plano individual

Busca ativa e articulação escola-família

Acidente

SST, seguro quando aplicável, supervisão e primeiros socorros

Socorro, comunicação, investigação e correção

Exposição digital

LGPD, autorização de imagem e controle de acesso

Conter, comunicar e revisar permissões

Regras de convivência

  • Dois adultos ou visibilidade institucional em atendimentos, sempre que possível.
  • Proibição de contato privado impróprio, transporte não autorizado, humilhação, punição física e relação afetivo-sexual entre adultos da equipe e participante menor.
  • Canal de denúncia acessível por QR code, telefone, formulário e pessoa de referência.
  • Comunicação imediata de suspeita ou confirmação de violência aos órgãos competentes, conforme dever legal.
  • Consentimento não substitui proteção: autorizações familiares não validam atividade proibida.

Segurança e saúde no trabalho

Cada empresa apresentará inventário de riscos aplicável aos postos de aprendizagem, descrição de tarefas, supervisores e evidências de capacitação. A equipe pedagógica fará visita antes da alocação e revisões periódicas.

PORTÃO DE SEGURANÇA

EVIDÊNCIA MÍNIMA

DECISÃO

Compatibilidade etária

Descrição de tarefas e ambientes

Aprovar / adaptar / rejeitar

Risco ocupacional

Análise preliminar e controles

Aprovar somente risco controlado e permitido

Supervisão

Nome, função e proporção de aprendizes

Exigir substituto e rotina de acompanhamento

Emergência

Plano, contatos, primeiros socorros e rota

Simular antes do início

Ergonomia e acessibilidade

Avaliação do posto e adaptações

Implementar antes da alocação

 REGRA DE OURO: Nenhuma meta de contratação, parceria ou produtividade se sobrepõe à segurança, à escolarização e ao desenvolvimento do adolescente.

Equipe mínima e governança

FUNÇÃO

DEDICAÇÃO REFERENCIAL

ATRIBUIÇÕES

Coordenação geral

40 h/sem

Governança, CMDCA, parceiros e resultados

Coordenação pedagógica

40 h/sem

Currículo, docentes, avaliações e CNAP em parceria

Serviço social

30 h/sem

Diagnóstico, famílias, rede e encaminhamentos

Psicologia

20–30 h/sem

Acolhimento, grupos e apoio à equipe

Educadores/instrutores

Conforme turmas

Oficinas, tutoria e registros

Técnico de SST

20 h/sem + visitas

Riscos, capacitações e investigação

Articulador de empresas

40 h/sem

Vagas, termos e supervisores

Administrativo/dados

40 h/sem

Documentação, LGPD e indicadores

Instâncias

  • Comitê Gestor mensal: proponente, qualificador, empresas, rede e representantes juvenis.
  • Conselho Juvenil bimestral: pelo menos dois representantes por turma, com devolutiva formal.
  • Reunião de casos quinzenal: equipe técnica, com dados mínimos necessários.
  • Prestação de contas trimestral: metas, finanças, riscos, denúncias e providências.

Fluxo de atendimento

  1. Mobilização territorial e encaminhamentos pela rede.
  2. Inscrição, consentimentos e conferência documental.
  3. Acolhimento e diagnóstico multidimensional, sem teste eliminatório discriminatório.
  4. Plano Individual de Desenvolvimento e definição do percurso.
  5. Matrícula, ambientação e pacto de convivência.
  6. Execução curricular, tutoria e acompanhamento familiar/escolar.
  7. Para aprendizagem: seleção inclusiva, contrato, preparação do posto e início protegido.
  8. Avaliação periódica, correções, encaminhamentos e participação juvenil.
  9. Certificação, plano de transição e acompanhamento de egressos.

Desligamento protegido

Desligamentos serão fundamentados, registrados e precedidos de escuta do participante e da família, quando cabível. A saída não extingue o dever de encaminhar situações de risco. No contrato de aprendizagem, aplicam-se exclusivamente as hipóteses e procedimentos legais.

Participação das famílias e da comunidade

  • Reunião de acolhimento e encontros mensais com temas escolhidos pelas famílias.
  • Atendimento individual, visitas quando tecnicamente indicadas e encaminhamento à rede.
  • Mostra trimestral de projetos e prestação de contas em linguagem simples.
  • Serviço comunitário planejado com moradores, escolas e equipamentos públicos.
  • Pesquisa anônima de satisfação e mecanismo de recurso sobre decisões do programa.

Monitoramento, avaliação e metas

INDICADOR

META ANUAL

FONTE / PERIODICIDADE

Participantes matriculados

100

Sistema do projeto / mensal

Frequência média

≥ 80%

Diários / mensal

Permanência escolar

≥ 90%

Declaração e acompanhamento / trimestral

Planos individuais atualizados

100%

Prontuários / trimestral

Conclusão do percurso

≥ 75%

Sistema / semestral

Encaminhamento à aprendizagem/emprego/estudo

≥ 60% dos elegíveis

Comprovantes / até 6 meses

Empresas com posto validado antes do início

100%

Checklist SST / por alocação

Incidentes com resposta no prazo do protocolo

100%

Livro de ocorrências / mensal

Participação juvenil em instâncias

≥ 70% das reuniões previstas

Atas / bimestral

Satisfação de participantes

≥ 85%

Pesquisa / semestral

Monitoramento, avaliação e metas

INDICADOR

META ANUAL

FONTE / PERIODICIDADE

Participantes matriculados

100

Sistema do projeto / mensal

Frequência média

≥ 80%

Diários / mensal

Permanência escolar

≥ 90%

Declaração e acompanhamento / trimestral

Planos individuais atualizados

100%

Prontuários / trimestral

Conclusão do percurso

≥ 75%

Sistema / semestral

Encaminhamento à aprendizagem/emprego/estudo

≥ 60% dos elegíveis

Comprovantes / até 6 meses

Empresas com posto validado antes do início

100%

Checklist SST / por alocação

Incidentes com resposta no prazo do protocolo

100%

Livro de ocorrências / mensal

Participação juvenil em instâncias

≥ 70% das reuniões previstas

Atas / bimestral

Satisfação de participantes

≥ 85%

Pesquisa / semestral

Avaliação de resultados

Será aplicada linha de base e avaliação final em competências, vínculos, escolarização, proteção e situação laboral. Os dados serão desagregados por idade, gênero, raça/cor, deficiência e território, com salvaguardas de privacidade, para identificar desigualdades e corrigir o desenho.

Orçamento-base

Orçamento preliminar para 24 meses de execução, com capacidade de 100 participantes por ano. Os valores deverão ser validados por cotações antes do protocolo e da contratação. O orçamento separa recursos socioeducativos, aprendizagem, contrapartidas empresariais e eventuais recursos do Fundo Municipal.

CATEGORIA

MEMÓRIA DE CÁLCULO

VALOR (R$)

FONTE

Pessoal e encargos

Equipe interdisciplinar mínima, instrutores e encargos por 24 meses

1.770.000

FMDCA/FIA, Braskem, empresas e contrapartida

Formação e materiais

Kits, EPIs didáticos, impressos, licenças e equipamentos de oficina

340.000

FMDCA/FIA, Braskem e parceiros técnicos

Alimentação e transporte

100 participantes/ano × dias de atividade e auxílios previstos

588.000

FMDCA/FIA, empresas e parceiros

Estrutura e acessibilidade

Salas, oficinas, internet, manutenção e adaptações por 24 meses

190.000

Instituto, FMDCA/FIA e parceiros

SST e seguros

Laudos, capacitações, primeiros socorros e coberturas

40.000

Empresas, Braskem e FMDCA/FIA

Monitoramento e avaliação

Sistema de registros, pesquisas, indicadores e avaliação de resultados

60.000

FMDCA/FIA e Instituto

Comunicação e mobilização

Materiais, seleção territorial, mostras e eventos públicos

30.000

Instituto, empresas e apoiadores

Custos administrativos

Contabilidade, assessoria jurídica e apoio administrativo por 24 meses

72.000

Instituto e fontes autorizadas

Reserva técnica e reajustes

Provisão para inflação, contingências e ajustes de implantação

260.000

Composição proporcional das fontes

TOTAL — 24 MESES

 

3.350.000

Plano de captação e contrapartidas

 Referências unitárias: R$ 1.675.000 por ano; média de R$ 139.583 por mês; aproximadamente R$ 16.750 por participante/ano. Os valores de salários, FGTS, férias, 13º salário, transporte e demais obrigações dos contratos de aprendizagem serão suportados pelas empresas contratantes e não estão incluídos no total acima.

Sustentabilidade

  • Contrapartidas de empresas em vagas, especialistas, visitas, equipamentos didáticos e financiamento.
  • Chamamentos públicos e recursos do Fundo Municipal, quando elegíveis.
  • Parcerias com Sistema S, escolas técnicas, universidades e órgãos públicos.
  • Plano anual de captação com vedação a conflito de interesses e publicidade dirigida indevida.

PROTEÇÃO DO EGRESSO: Nenhum egresso será encaminhado para soldagem, altura, acesso por cordas, caldeiraria pesada ou manutenção industrial sem idade permitida, qualificação, aptidão, vínculo regular, análise de risco e empregador responsável. Encaminhamento não equivale a autorização para trabalhar.

Cenário de captação com a Braskem

A Braskem divulgou, para o primeiro trimestre de 2026, lucro líquido atribuível aos acionistas de aproximadamente R$ 1,446 bilhão e EBITDA recorrente próximo de R$ 1 bilhão. A presença da empresa e da unidade executora do Instituto em Duque de Caxias fortalece a pertinência territorial de uma parceria voltada à formação industrial protegida de adolescentes e jovens do município.

Para pessoas jurídicas tributadas pelo Lucro Real, a legislação permite destinar ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente até 1% do IRPJ devido à alíquota normal de 15%, sem incluir o adicional do imposto. Como simulação exclusivamente referencial, caso R$ 1,446 bilhão correspondesse integralmente a Lucro Real tributável elegível no Brasil, a capacidade teórica seria:

BASE HIPOTÉTICACÁLCULODESTINAÇÃO TEÓRICA
R$ 1.446.000.000R$ 1.446.000.000 × 15% × 1%R$ 2.169.000

 Ao custo estimado de R$ 16.750 por participante/ano, o valor teórico corresponderia a aproximadamente 129 vagas anuais. Esse cálculo não representa crédito, compromisso ou capacidade fiscal confirmada da Braskem: o lucro contábil consolidado não equivale necessariamente ao Lucro Real tributável nem ao IRPJ elegível. O valor efetivamente destinável deverá ser informado pela área tributária da empresa e transferido ao Fundo Municipal conforme as regras do CMDCA/DC.

ESTRATÉGIA DE ABORDAGEM: Apresentar à Braskem uma proposta com duas modalidades complementares: destinação incentivada ao Fundo Municipal, após chancela do projeto, e investimento social privado direto para despesas ou contrapartidas não cobertas pelo incentivo fiscal.

Estratégia para inscrição e deliberação do CMDCA/DC

O pedido deve apresentar simultaneamente a regularidade institucional da entidade e a consistência do programa. Nos termos dos artigos 90 e 91 do ECA, programas de atendimento são inscritos no Conselho e entidades não governamentais dependem de registro para funcionar. A Lei Municipal nº 1.066/1991 é citada nas resoluções recentes do CMDCA/DC como fundamento local.

Dossiê recomendado

BLOCO

DOCUMENTOS / EVIDÊNCIAS

STATUS

Institucional

Estatuto registrado, ata da diretoria, CNPJ, certidões, sede e capacidade

[ ]

CMDCA

Requerimento, registro/renovação e inscrição do programa

[ ]

Técnico

Projeto, diagnóstico, metas, currículo, cronograma e orçamento

[ ]

Equipe

Relação, currículos, registros profissionais e antecedentes quando exigidos

[ ]

Proteção

Salvaguarda, código de conduta, denúncias e fluxos da rede

[ ]

Instalações

Alvarás, acessibilidade, prevenção contra incêndio e registros fotográficos

[ ]

Aprendizagem

Habilitação CNAP, curso autorizado, CONAP e modelo de contrato

[ ]

Empresas

Cartas de intenção, planos de atividades e análise de riscos

[ ]

Dados

LGPD, consentimentos, guarda e descarte de prontuários

[ ]

Financeiro

Plano de aplicação, cotações e sustentabilidade

[ ]

 CONFIRMAÇÃO NECESSÁRIA: Antes do protocolo, solicitar ao CMDCA/DC a versão vigente do formulário, resolução de registro/inscrição e relação oficial de anexos. Requisitos administrativos podem ser atualizados e prevalecem sobre esta minuta.

Roteiro de aprovação

  1. Validar governança, estatuto e capacidade física da entidade.
  2. Reunir dossiê e protocolar registro/renovação da entidade, se necessário.
  3. Protocolar a inscrição específica do programa e indicar o regime de atendimento.
  4. Receber visita técnica e responder diligências com documentos rastreáveis.
  5. Apresentar o projeto à comissão competente e ajustar condicionantes.
  6. Aguardar deliberação em plenária e publicação da resolução.
  7. Somente divulgar “aprovado pelo CMDCA” após publicação oficial, usando o número e a vigência corretos.
  8. Manter relatórios, permitir fiscalização e requerer renovação no prazo.

Matriz de conformidade

REQUISITO

COMO O PROJETO ATENDE

EVIDÊNCIA

Proteção integral

Salvaguarda, rede e gestão de riscos

Política, fluxos e registros

Participação

Conselho Juvenil e escuta de famílias

Atas e devolutivas

Escolarização

Acompanhamento e plano individual

Declarações e relatórios

Trabalho protegido

Separação de percursos e validação de postos

Contratos e checklists

Formação metódica

Matriz, alternância e avaliação

Plano de curso e CNAP

SST

Análise prévia, supervisão e emergência

Laudos, capacitações e visitas

Não discriminação

Ações afirmativas e adaptações

Dados desagregados e planos

Transparência

Metas, orçamento e prestação de contas

Relatórios trimestrais

Proteção de dados

Minimização, acesso e descarte

Política LGPD e termos

Riscos de implantação e respostas

RISCO

PROB.

IMPACTO

RESPOSTA

Uso indevido de marca institucional

Média

Alto

Aprovação jurídica e autorização escrita

Curso não autorizado no CNAP

Média

Alto

Operar apenas percurso socioeducativo até regularização

Vagas incompatíveis com menores

Alta

Alto

Mapa de postos, triagem SST e alternativas administrativas

Evasão

Média

Alto

Busca ativa, apoio a transporte e tutoria

Baixa adesão empresarial

Média

Médio

Pacto setorial, piloto e diversificação

Violência ou assédio

Baixa

Crítico

Prevenção, canais, resposta imediata e rede

Descontinuidade financeira

Média

Alto

Reserva, fontes múltiplas e implantação por fases

Produtos e entregáveis do primeiro ano

  • 01 diagnóstico territorial e mapa de oportunidades industriais.
  • 01 política de salvaguarda e 01 manual operacional.
  • 04 turmas socioeducativas de até 25 participantes.
  • 01 curso de aprendizagem autorizado ou parceria formal com entidade já habilitada.
  • Pelo menos 10 empresas mobilizadas e postos previamente validados.
  • 04 projetos de serviço comunitário e 02 mostras públicas de competências.
  • 02 relatórios semestrais e 01 relatório anual de resultados.

Anexos operacionais — modelos

Anexo A — Plano Individual de Desenvolvimento

CAMPO

REGISTRO

Identificação e contatos

[●]

Escola, série e turno

[●]

Interesses e competências iniciais

[●]

Vulnerabilidades e fatores de proteção

[acesso restrito]

Metas de 3, 6 e 12 meses

[●]

Apoios e encaminhamentos

[●]

Revisões e escuta do participante

[datas e síntese]

Anexo B — Checklist do posto de aprendizagem

VERIFICAÇÃO

SIM/NÃO

EVIDÊNCIA / AÇÃO

Tarefas descritas e compatíveis com o curso

 

 

Ambiente permitido para a idade

 

 

Riscos identificados e controlados

 

 

Supervisor designado e capacitado

 

 

Jornada compatível com escola e contrato

 

 

Acessibilidade e adaptações implementadas

 

 

Plano de emergência comunicado

 

 

Canal de proteção divulgado ao aprendiz

 

 

Anexo C — Termo de compromisso da empresa

A empresa parceira declara que assegurará formação prática compatível com o programa autorizado, supervisão qualificada, ambiente seguro, respeito à jornada e à escolarização, não discriminação, canal de proteção, acesso da entidade formadora e comunicação imediata de incidentes. O termo definitivo será revisado pela assessoria jurídica e integrado ao plano de atividades.

Anexo D — Rubrica de competências

DIMENSÃO

INICIAL

EM DESENVOLVIMENTO

CONSOLIDADA

Trabalho em equipe

Necessita apoio constante

Coopera com orientação

Coopera, escuta e apoia o grupo

Segurança

Reconhece regras básicas

Aplica checklist com apoio

Antecipa riscos e comunica desvios

Comunicação

Registra informações simples

Adapta mensagem ao contexto

Comunica com clareza e evidências

Resolução de problemas

Identifica o problema

Testa alternativas guiadas

Planeja, testa e revisa soluções

Cidadania e serviço

Participa quando convidado

Assume tarefa no projeto

Mobiliza e presta contas à comunidade

PROPOSTA SOCIOEDUCATIVA E DE APRENDIZAGEM PROFISSIONAL: PROJETO ESCOTEIRO INDUSTRIAL

  1. Fundamentação Institucional e Governança do IAB

O Instituto de Desenvolvimento Social Avança Brasília (IAB) é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), qualificada sob o amparo da Lei nº 9.790/1999. No território estratégico de Duque de Caxias, a atuação do IAB visa mitigar as eficiências alocativas do Estado, prechendo lacunas socioassistenciais por meio de uma gestão governamental técnica e orientada a resultados. Como entidade sem fins lucrativos, o IAB opera sob um modelo de transparência administrativa onde a totalidade de seus excedentes operacionais é reinvestida na promoção do desenvolvimento socioeconômico e na qualificação profissional.

Sob a ótica do Direito Administrativo, a distinção entre a natureza de OSCIP (Lei nº 9.790/99) e Organização Social (OS – Lei nº 9.637/98) é um diferencial competitivo para o setor produtivo. Enquanto a OS absorve atividades típicas de órgãos públicos extintos, a OSCIP utiliza o Termo de Parceria como instrumento de fomento. Para o gestor público e o investidor privado, isso significa uma redução drástica do risco de improbidade administrativa, uma vez que o controle é focado estritamente no cumprimento de metas e indicadores de desempenho, garantindo agilidade sem renunciar à conformidade legal.

Esta robustez institucional permite que o IAB execute o acolhimento humano e espiritual dos jovens com total legitimidade, integrando o rigor técnico à sensibilidade necessária para a transformação social de alta complexidade.

  1. Estratégias de Capelania Institucional e Acolhimento Humanizado

A assistência espiritual é tratada nesta proposta como um componente do bem-estar psicossocial, fundamental para a manutenção da dignidade humana no ambiente socioassistencial. A legitimidade desta prática repousa no Art. 5º, VII, da Constituição Federal, que garante a assistência religiosa em entidades de internação coletiva e aprendizagem, reconhecendo-a como um pilar de resiliência para o indivíduo.

A Capela Institucional do IAB opera em cooperação estratégica com a 1ª Igreja Cristã de Capelania. Todavia, para garantir a blindagem institucional e o cumprimento do Art. 2º, III, da Lei nº 9.790/99 — que veda a qualificação de instituições religiosas como OSCIPs — estabelece-se uma separação jurídica e patrimonial absoluta. A Igreja provê suporte confessional facultativo e voluntário, enquanto o IAB mantém a governança sobre o projeto socioeducativo, assegurando que não haja confusão contábil ou uso de recursos vinculados para fins prosélitos.

As diretrizes de Compliance Socioassistencial da Capelania são:

  1. Não Proselitismo: Vedação estrita à coerção religiosa. O atendimento social independe de qualquer adesão a credos.
  2. Laicidade e Pluralismo: Respeito à diversidade de crenças e à não crença, mantendo a neutralidade institucional em todas as entregas técnicas.
  3. Voluntariedade Total: A assistência espiritual é um direito do assistido, e sua recusa não acarreta prejuízos no acesso aos programas do IAB.
  4. Proteção de Vulneráveis (Safeguarding): Protocolos rígidos que impedem o atendimento de menores em isolamento e impõem o dever legal de denúncia em casos de violação de direitos.

O suporte emocional é integrado à rede pública através de Rodas de conversa e Mediação de Conflitos. Demandas de saúde mental detectadas são imediatamente encaminhadas via fluxo formal para psicologia e serviço social. Este equilíbrio emocional é o alicerce para a estabilização do jovem, preparando-o para a formação técnica sob uma base familiar fortalecida.

  1. Programa Família Fortalecida: Formação Jurídica e em Direitos Humanos

O envolvimento dos responsáveis é um vetor estratégico para a sustentabilidade do projeto. Alinhado ao Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH), o programa foca no empoderamento para a cidadania ativa, transformando os pais em agentes de proteção e suporte ao desenvolvimento produtivo do jovem.

A matriz curricular para famílias visa o mitigamento de passivos familiares que historicamente impactam a produtividade:

MóduloBase LegalObjetivo Analítico (Gestão de Riscos)
Combate ao RacismoLei nº 7.716/89Reduzir barreiras de acesso e enfrentar o racismo institucional no mercado.
Proteção Infanto-JuvenilECA (Lei 8.069/90)Garantir a rede de proteção e evitar a evasão escolar/profissional.
Enfrentamento ao FeminicídioLei Maria da PenhaEstabilização doméstica: reduzir o absenteísmo e a instabilidade emocional do jovem.
Prevenção à DrogatizaçãoLei nº 11.343/06Mitigar riscos de vulnerabilidade social e danos à saúde ocupacional futura.
Direitos PcDLei nº 13.146/15Fomentar a inclusão e o cumprimento técnico da Lei de Cotas (Lei 8.213/91).
Direitos do IdosoLei 10.741/03Fortalecer a proteção geracional como base de sustentabilidade familiar.
Segurança AlimentarCF 1988 / PNEDHGarantir a saúde nutricional como pré-requisito para o aprendizado técnico.
Autonomia FinanceiraPNEDH / DELPromover a inserção produtiva e a emancipação da dependência assistencial.

Através da Educação Não Formal (PNEDH, p. 28), as famílias deixam a condição de receptoras passivas para se tornarem sujeitos conscientes de direitos e deveres. Um ambiente doméstico juridicamente consciente é o suporte necessário para que o jovem ingresse no mercado industrial com foco e disciplina.

  1. Matriz Pedagógica: O Projeto Escoteiro Industrial

A metodologia do Escoteiro Industrial é uma solução turnkey de desenvolvimento de competências para a Indústria 4.0, unindo a disciplina da filosofia escoteira às exigências técnicas do setor produtivo.

A formação divide-se em níveis progressivos:

  • Nível 1 (12-13 anos) – Descoberta Industrial: Despertar vocacional focado em inovação, tecnologia e processos básicos.
  • Nível 2 (14-17 anos) – Pré-Aprendiz Industrial: Formação preparatória com ênfase em ética organizacional e fundamentos técnicos.
  • Nível 3 (17-24 anos) – Aprendiz Escoteiro Industrial: Fase de saída para o mercado formal. Sob a supervisão do CMAS/CMDCA, o jovem é conectado diretamente a vagas reais de aprendizagem e emprego.

 

Pilares de Transformação:

  1. Descobrir Talentos: Identificação precoce de perfis para a indústria local.
  2. Desenvolver Competências: Alinhamento de hard e soft skills.
  3. Fortalecer Disciplina: Trabalho em equipe e resiliência.
  4. Conectar ao Jovem Aprendiz: Ponte direta para a contratação legal (CLT art. 429).
  5. Promover Inclusão: Inserção ativa de jovens em vulnerabilidade e PcDs.

“Jovens que aprendem hoje constroem um amanhã mais forte” — este compromisso pedagógico assegura que o capital humano local seja o motor do crescimento de Duque de Caxias.

  1. Articulação Empresarial e Soluções Turnkey em Duque de Caxias

A proposta do IAB caracteriza-se como uma Solução Turnkey em Responsabilidade Social: a instituição assume integralmente o ônus burocrático de recrutamento, treinamento e monitoramento de conformidade de cotas, entregando à indústria o jovem pronto para a operação.

Conformidade com a Lei Municipal nº 2.728/2015: As empresas em Duque de Caxias enfrentam obrigatoriedades rígidas (70% de mão de obra local e 15% feminina). O IAB emite relatórios de conformidade socioassistencial que auxiliam as empresas a evitar a escada de penalidades do Art. 10 da referida lei:

  • I. Advertência;
  • II. Multa de 1.000 UFIR;
  • III. Multa de 5.000 UFIR e suspensão de alvará;
  • IV. Multa de 10.000 UFIR, cassação de alvará e proibição de contratar com o Município por 2 anos.

Eficiência Fiscal para Empresas no Lucro Real: As doações ao IAB são classificadas como despesa operacional, permitindo a dedução de até 2% do Lucro Operacional da base de cálculo do IRPJ e da CSLL.

  • Economia Fiscal: 34% (soma de IRPJ e CSLL).
  • Custo Efetivo do Doador: apenas 66% do valor investido.
  • Nota: Este benefício é exclusivo para empresas tributadas pelo Lucro Real.

A atuação do IAB junto aos conselhos (CMDCA, CMPD, CMAS) garante que o cumprimento das cotas de aprendizagem e PcD ocorra de forma tecnicamente protegida e socialmente relevante. Esta proposta não é apenas um projeto social, mas uma ferramenta de Desenvolvimento Econômico Local (DEL), consolidando uma aliança indissociável entre o setor produtivo, a família e a instituição para o futuro sustentável de Duque de Caxias.

    Referências normativas e técnicas

    BRASIL. Constituição Federal, art. 227.

    BRASIL. Lei nº 8.069/1990 — Estatuto da Criança e do Adolescente, especialmente arts. 60 a 69, 90 e 91.

    BRASIL. Consolidação das Leis do Trabalho, arts. 428 a 433.

    BRASIL. Lei nº 10.097/2000 — aprendizagem profissional.

    BRASIL. Decreto nº 9.579/2018, com alterações posteriores — regulamentação da aprendizagem.

    MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Portaria MTE nº 3.872/2023 e alterações vigentes; CNAP e CONAP.

    DUQUE DE CAXIAS. Lei Municipal nº 1.066/1991 e resoluções vigentes do CMDCA/DC sobre registro e inscrição de programas.

    INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL AVANÇA BRASÍLIA. Portal da Transparência: plano de ação, CNPJ e alvará da filial, qualificação OSCIP, assembleia geral e Certificado CMAS/DC nº 079/2026.

    MARINHA DO BRASIL. Notícias institucionais sobre atividades com Grupos de Escoteiros do Mar: formação marinheira, nós, salvatagem, primeiros socorros, navegação e mentalidade marítima.

    Fontes oficiais consultadas em 04 ago. 2026: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/aprendizagem-profissional ; https://www.marinha.mil.br/cprj/escoteiros_mar ; https://www.marinha.mil.br/com5dn/node/2964 ; https://duquedecaxias.rj.gov.br/ .

    REVISÃO JURÍDICA: A legislação e os atos administrativos podem mudar. Antes do protocolo e antes de cada contratação, a entidade deverá conferir as versões vigentes, obter parecer jurídico e validar o desenho com o CMDCA/DC e com o Ministério do Trabalho e Emprego/entidade qualificadora.

    Aprovações internas e assinaturas

    RESPONSÁVEL

    NOME / REGISTRO

    ASSINATURA / DATA

    Representante legal

    Marcos Carvalho Medeiros — Diretor-Presidente

     

    Responsável técnico

    Marcos Carvalho Medeiros

     

    Coordenação pedagógica

    Marcos Carvalho Medeiros

     

    Assessoria jurídica

    Arthur Suave

     

    Diretoria da entidade

    Mandato 2026–2030; ata registrada em 12/03/2026

    Marcos Carvalho Medeiros

     Encaminha-se a presente minuta para análise e deliberação do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Duque de Caxias, acompanhada dos anexos institucionais e técnicos exigidos pela regulamentação vigente.